King Border

História da Raça

Durante milhares de anos, lobos, raposas, chacais, já apresentavam aptidões para “arrebanhar”presas para um determinado lugar. Essas características já existiam, então, antes mesmo do homem se associar a esses animais. No inicio da domesticação, o homem percebeu ser vantajosa a utilização de canídeos para suas atividades de caça.

Semelhança entre atitudes dos lobos caçando e dos bordercollies trabalhando.

A partir daí, houve uma seleção artificial preservando os cães menos agressivos, mais domesticáveis, mais inteligentes e mais amigáveis para o trabalho conjunto com o homem.

Há evidências históricas que não deixam dúvidas da domesticação do cão já no período paleolítico, quando não se praticava agricultura nem havia animais domésticos exceto, talvez, o cão. Análises genéticas que consideram a divergência do DNA mitocondrial entre cães, lobos, coiotes, e outros canídeos, sugerem que a domesticação do cão tenha ocorrido no mundo no mínimo há 100 mil anos atrás.

No período neolítico, é muito provável que os cães já ajudassem a cuidar de rebanhos. Os mais agressivos, que dispersavam o rebanho – ou não obedeciam aos donos-,eram eliminados, dando início, assim, provavelmente, à seleção do cão pastor, que viera a resultar no bordercollie. Lobos de hierarquia inferior, durante a caça, conduziam a presa até um determinado local onde o macho alfa estava aguardando. O homem, então, nas atividades de pastoreio, passa a assumir o papel do macho alfa, quando instintivamente o bordercollie conduz o rebanho até ele.

Desta forma, em um determinado momento, um grupo de cães com características comuns entre si, e de interesse do homem, começou a se destacar e receber atenção e denominação especiais. Houve também um direcionamento seletivo a fim de preservare aperfeiçoar essas características que os distinguiam dos outros. Foi o momento do surgimento da raça.

O bordercollie como conhecemos hoje é originário da região de fronteira entre Escócia e Inglaterra. Existe a crença de que o nome “collie” possa derivar de uma palavra gaélica que significava “útil”. Outros autores afirmam que “collie” vem da palavra “colley”, uma raça de ovelha. Há ainda uma vertente que associa o nome à palavra “coolie”, que significa “trabalhador” em inglês.

Tirada na Escócia em 1851, quando a raça não existia oficialmente, mas já era possível notar o apreço pelo border.

No País de Gales, em Bala, em 9 de outubro de 1873, mostrou-se essa raça ao público nas primeiras provas de pastoreio. O encantamento foi inevitável e a popularidade da raça como instrumento de trabalho aumentou rapidamente. Por volta de 1900, os bordercollies haviam se tornado um ajudante invariavelmente presente nas fazendas inglesas.

Prova de pastoreio no inicio do século XX. Atenção total do cão sobre o rebanho e obediência total ao dono.

Em 1918, James Reide, secretário da InternationalSheepDogSocyete, acrescentou pela primeira vez a palavra border à raça então conhecida como collie, fixando assim o nome BorderCollie, “ collie da fronteira”.

Na Grã-Bretanha em especial, berço da maioria das raças bovinas e ovinas, ter um cão pastor eficiente era uma questão de sobrevivência. Isso por conta de zonas montanhosas e íngremes, que tornavam o trabalho a cavalo impossível e a movimentação a pé inútil para o controle dos animais. Perder parte do rebanho significava a perda de importantes suprimentos de carne e lã e ameaçava de fome e frio aquelas famílias. Foi então a partir dessa necessidade fundamental que o pastor daquela região acabou por criar o bordercollie, reconhecido como o melhor cão pastor do mundo.

Ilustração do sec XVIII. Sem a ajuda de cães treinados e eficientes seria impossível o homem ter criado ovinos nas regiões montanhosas.

No Brasil a historia da raça é recente. No inicio dos anos 90, há registros extra-oficiais da chegada dos primeiros exemplares da raça no país. Nessa mesma época, alguns desses cães foram introduzidos em práticas esportivas, como no agility, quando tiveram destaque instantâneo. A partir daí esportistas, fazendeiros e criadores brasileiros se apaixonaram pela raça e trouxeram para nosso país linhagens de borderes reconhecidas em diversas partes do mundo.

Fonte: Cães pastores – caespastores.com

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